quarta-feira

a vertigem das folhas e das indagações

como folhas em queda
despertam estrelas
em frestas do céu
de alhures
da estação se vêem
ares outonais

não resta da tarde
um laivo de luz
perdidos amores
não voltam mais
nem trará o tempo
primavera outra
mesmo que tardia

pergunta a esfinge
que me apavora:
razão ainda haverá
para alguma poesia?

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