sábado

de mares ausentes e primaveras esmaecidas


"Mar selvagem", Claude Monet

escrevo para preencher
vastidões de um mar ausente
e esmaecidas primaveras
redimir amores e estrelas
que vi naufragar
versos estes tão meus que
se me tornam estranhos
tal o silencioso orquestrar

asas que não reconhecem
o próprio ninho
têm sim estas palavras meu rosto
entalhado pelo desencanto
face que quase pergaminho
mas ninguém sabe o que me dói
pois só Deus e eu sabemos quanto

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