terça-feira

do que me move o olhar


"Brisa do Verão", Linda Rauch

pedra que sou
não fiz do vento morada
embora atento a seu tropel
entre ocasos e campos

qual a natureza
à sua passagem
reverente inclino-me
contemplo-o ecoando
vivace

sabendo-o célere
tanto quanto o tempo
rastro de quase nada
exceto pétalas no chão
suas legítimas pegadas

Um comentário:

Alexandre Bonafim disse...

Belíssima metáfora, essa, a das pegadas. Texto de sopros raros como o próprio vento! Abração, amigo.