sábado

nenhuma estrela no deserto


ilustração para o Livro das Mil e Uma Noites,
Luís Filipe de Abreu


concludente o vento
que de sonhos me
esvaziara a mão
nenhuma tâmara
para este coração
que se sabe beduíno
que o sol vive a crestar

entre dunas de solidão
o amor em mim é sede
indagando oásis
miragem a felicidade
que nunca pude tocar

Um comentário:

Graça Pires disse...

entre dunas de solidão
o amor em mim é sede
indagando oásis
Gostei muito deste poema. Um abraço.