sexta-feira

de argonautas e poetas


"O Mar", Claude Monet

retomo o leme da palavra
ainda que da estrela o assédio
já não seduza o meu olhar
eu que fui de tantos sonhos e
hoje sem horizonte por singrar

do amor motins não debelados
para o coração a vida soçobrada
assim o abissal inóspito da solidão
e o que o verso não redimir
dor será em eterno navegar

5 comentários:

f@ disse...

Abrigo este da poesia em mar de nuvens… a sol(i)dão a naveg ar em vasto azul e cinza se resgata antes mesmo de anoi tecer …

Bj das nuvens

Graça Pires disse...

Retoma "o leme da palavra". Vive os sonhos e espera que a verdade dos teus olhos te redima...
Um beijo d'Angelo, meu amigo.

Márcia disse...

O verso sempre redime quando se retoma o leme da palavra. Questão de tempo, apenas. Nada mais.

Um beijo.

Lívio disse...

E o verso não redime o quê?

Gostei do poema.

Graça Pires disse...

Obrigada d'Angelo pelas palavras sempre de tanto carinho que você me deixa...
Um beijo.