sábado

longe do que constelava


"Casa amarela", Vincent van Gogh

janelas cerradas
estrela por estrela
já não conto mais
resguarda-me dos
confrontos
minha casa amarela
nela eu tão atrelado
à rédea da solidão

distante do amor e
de seus gládios
o coração meu é
um vertiginoso barco
de arribação
um arco sem alvo
girassol sucumbindo
às antíteses da luz

5 comentários:

Menina_marota disse...

van Gogh a ilustrar palavras muitos sentidas...uma linda conjugação.

Um abraço e grata pela visita e comentário. ;)

ROSELI OLIVEIRA disse...

É nítido neste texto a distância e pertubação ao sentimento mais leve entre dois seres.Abraços.

Alexandre B disse...

D'Ângelo, nessa casa amarela encontramos o encanto da poesia. Abração.

Graça Pires disse...

A rédea da solidão é dolorosa.
"liberdade que estás em mim..."
Um abraço d'Angelo.

Elizabeth F. de Oliveira disse...

A minha casa é amarela. Tenho a sensação do brilho dos girassóis, da luz do sol e das estrelas em meu coração.
Adorei o poema.
Grande abraço.