domingo

do que sobeja incessante


"Barcos de pesca no mar", Vincent van Gogh

navegante enquanto
eu for
serão palavras
meus navios
sem sóis ou faróis
repleto de solidão
meu mar

perdida a primavera
da rosa-dos-ventos
entre correntezas
e sextantes
sobejam desencantos
eu sitiado em minha
dor por desaguar