domingo

dos solos deste janeiro


"Guitarra na cadeira", Juan Gris

em permanente ocaso
ausento-me pelas ruas
pois que perdido já não sei
amanhecer palavras

entre gládios e labirintos
cruel janeiro me sentencia
dor e silêncio a capella e
ainda claves de nostalgia

5 comentários:

Graça Pires disse...

A nostalgia, meu amigo, tantas vezes nos modela um cerco, ou um receio onde nos dói a luz do entardecer.
Um beijo.

Adriana Karnal disse...

Estás ausente das ruas, mas caminhas na poesia. A poesia silenciosa é nosatálgica.Feliz 2010!

Lisa Alves disse...

quantos janeiros farão parte da bela poesia, das dores das catastrofes, da velha lira e da futura nostalgia?

Fernando Campanella disse...

A gente se sente assim, tantas vezes, ausente das ruas, um mundo vagando dentro do mundo. Belas palavras, meu amigo. Grande abraço.

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Puxa, como me identifiquei com esse poema!
Acho que já não sei amanhecer palavras, estou me procurando em algum labirinto.
Lindo poema!