sábado

o que a estrela possa desvendar


"Oliveiras", Vincent van Gogh

em meio a sete silêncios
que me tomam a palavra
a solidão me afronta
o rosto
e sol deposto
a noite me naufraga
entre seus desertos
e enseadas

mas sombras, outonos
e madrugadas
imaginários barcos
e moinhos
ainda quero do vento
a melodia
ou o que a estrela possa
desvendar

ser somente a folha
que amarelece e cai
nunca me bastaria
eu sendo verso e a vida
chão por semear

4 comentários:

Graça Pires disse...

"Sombras, outonos e madrugadas"...
O rosto em sobressalto. O corpo propício a todas as tempestades...
"ainda quero do vento
a melodia
ou o que a estrela possa
desvendar"
Alguém me diz que a esperança é o movimento original dos sonhos: cantantes como uma sinfonia de regatos...
Gostei que voltasse a escrever. Gostei muito do poema. Sou sua amiga.Um beijo.

Primeira Pessoa disse...

bela combinação de imagem e poesia.
parabéns pelo blog.
grande abraço do
roberto.

Luciana Marinho disse...

ser poesia e vida para semear o chão, onde as raízes crescem e os pés se firmam... que bons sentimentos encontro por aqui! obrigada pela visita ao "máquina lírica".

um abraço!

Luciana Marinho disse...

grata pela presença, querido.
creio que também és outonal..

um abraço!