domingo

saga entre palavras


"Olhando para o mar", Edward Potthast

horizonte em
que me ancoro
esta saga entre
palavras é o
que me resta
se no olhar me dói
a imensidão

azul que não
se pressente
é o amor este mar
que me é ausente
enseada sempre
a dizer não

5 comentários:

Luciana Marinho disse...

"navegar é preciso
viver não é preciso"

e se o mar de teus sentires transformar-se em açude no peito? :)

abraços!

mfc disse...

Aceita aquela enseada que o mar te oferece!

Graça Pires disse...

Quando se ama o mar e há uma imensidão que dói é porque o olhar está refém da vida do dia a dia, cruelmente rotineira...
Este poema é excelente e faz pensar.
Um beijo, meu querido amigo.

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Ainda bem que te resta a poesia, porque é através dela que espelhas o teu melhor, a tua alma poética, o teu brilho circunstrito de palavras.
Abraços, ler-te é sempre um grande prazer.

Janete Cortez disse...

Econtrei seu blog por acaso e me encantei com seus poemas. Parabéns!

Janete Cortez
http://acalanto.blog.terra.com.br