sábado

em mim o semblante da tarde












  
"Paisagem da colheita", Vincent van Gogh

não espero dos ventos
premissa qualquer
no que entrego os
olhos à imensidão

apenas procuro onde
possa os pés ancorar
pois que carrego comigo
a medida da solidão

assim é meu solfejar
passos dados no outono
sem onde ou mesmo
quando chegar

em mim o semblante
da tarde tem
conotação  de despedida
redijo ocasos e silêncios
sem que nada me
incendeie a vida



2 comentários:

Elizabeth F. de Oliveira disse...

D'Angelo, eu sempre me emociono com as tuas palavras, não somente a carga de significados que elas trazem, mas a maneira como as expõe. Sucinto e contundente.
Esse é um poema muito belo.
Abraços,

Elizabeth F. de Oliveira disse...

D'Ângelo, votos de um Feliz Natal para você e sua família. Um 2013 pleno de poesia.
Abçs,