segunda-feira

tão ninguém sem a poesia















"Rua Murnau com mulheres ", Wassily Kandinsky


aporto enigmas e ruas
um caleidoscópio de
palavras refaço
me perco se contemplo
o infinito

flanando algures
enceno gestos e passos
pela cidade que aflora
em delongas por vielas
sem geometria

sem intermezzo ou
trégua da solidão
que em mim impera
que me faz tão ninguém
se não tenho a poesia

2 comentários:

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Ser refém da poesia é de alguma forma não estar só, porque as palavras são companhia para a alma, são luz para um coração solitário. E jamais se esqueça de que a tua poesia também é luz que aquece o coração daqueles que te lêem. Abçs, meu caro poeta!

Luciana Marinho disse...

uma solidão que nos leva a ser refém da poesia parece-me um caminho de comunhão.

um abraço!