sábado

pois assim me consente o azul




"Regata em Argentuil", Claude Monet
 
eu que tão avesso a
marítimas empreitadas
na solidão desenho naus
oceanos esboço entre
rimas e naufrágios

e se não adivinho marés
continentes então vislumbro
pois assim me consente o
azul contínuo do sonhar

à espera de poder bradar
anelo que não é segredo
da terra nova  a conquista
o grito do amor à vista

Um comentário:

Elizabeth F. de Oliveira disse...

O tempo consente o azul e o amor como prerrogativa, continente e mar que se unem para poder sonhar, cais à vista para ancorar.

Teu universo, poeta, tem o céu tingido de poesia.