domingo

hoje em mim















"Barco na maré baixa em Fécamp", Claude Monet
 
hoje em mim tudo
tudo se opõe à poesia
sendo em vão marear
pois velames, quilha e
leme tolhidos estão
pelo mar da solidão

não alcanço o barlavento
onde a palavra acontece
e assim argonauta fico
da dor que não esvaece
barco estacionário no
périplo da emoção

Um comentário:

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Nada, em ti, se opõe à poesia, mesmo esse mar estagnado de solidão, pois que tuas palavras são vagas singrando versos no oceano infindo da tua emoção.