domingo

ao sudoeste de amores















 
"O Sena em Bougival na tarde ampla", Claude Monet


sigo ao sudoeste
de amores
alheio assim sem
o que esperar

sem sagrar asas
em meio  à fogueira
das últimas sílabas
da tarde

sem vislumbrar   
um clã de estrelas
na noite que se
faz adivinhar

seguindo a vazante
do ocaso
no instante da luz  
em travessia

onde meu silêncio
é confesso
e a solidão mais
que alegoria

2 comentários:

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Segues ao sudoeste de amores, mas ao norte da poesia, teu cais mais sagrado e seguro.
Um belíssimo poema!

Graça Pires disse...

A solidão. O silêncio. Um instante de luz. Um homem caminhando para sudoeste da esperança para que nunca morra no coração...
Um belo poema, meu Amigo. Já tinha saudades das suas palavras no meu "Ortografia". Um Natal cheio de Luz.
Um beijo