domingo

entre abismos e estrelas















"Campos verdes de trigo", Vincent van Gogh

eu que antes ave
e infinito
trôpego agora me
limito ao chão

colcheias de silêncio
coleciono num
eterno outono
ainda que primavera

e nada semeio
enquanto a vida
me espera entre
abismos e estrelas

e me confunde
em solidão

2 comentários:

Elizabeth F. de Oliveira disse...

'Entre abismos e estrelas' há um universo de poesia nesse infinito que tuas palavras traduzem.
Um poema belo como tudo o que escreves.

Graça Pires disse...

Ao ler mais este poema de solidão, meu querido amigo, posso sentir que o silêncio que cai sobre os seus ombros se transforma em luz que dói...
Gostei, apesar da melancolia.
Um beijo.