"Moinho em Zaandam", Claude Monet
por vezes sou moinho
indiferente à paisagem
asa que ao longe desvanece
e se escrevo silêncios é
por desertos contemplar
mas ainda ouço atento
as narrativas da brisa
sigo os passos das águas
olhos tenho para tudo
que for estelar
remanescem em mim
o ofício da palavra
o confabular dos sonhos
e o que o coração ainda
possa ensejar