
"Barcos", Claude Monet
se tanto tenho de cais
se tanto tenho de cais
é porque meus caminhos
não clamam pelo mar
pelas palavras que abrigo
é outro o lume que sigo
nunca e não o de navegar
diferente do que o vento
no azul sentencia
disponho versos em
lugar de barcos
mesmo que nada
possa me resgatar