sábado

eu, Portinari e os campos de arroz

semealto está o campo
na paisagem prosplena
a solidão
o sol mal se declara
não há asas de quem
espantocar:
tão-somente verde e
nunca vendaval

braços sobrestados
fica inanimóvel ele lá
rota escultura cinzelada
a óleo e pincel
crucifincado e mudo
em seu gólgota campesino
qual anônimo cristo
em meio ao arrozal


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