sábado

pretensos rituais ou dança















"Natureza morta e guitarra", Pablo Picasso

monólogos desenho no
que sempre sou palavra
algo quase que noite
quase que nunca dia

e os passos que ensejo
pretensos rituais ou dança
são coreografias de tropeços
auto gestual sem resposta

palco e personagem sou de
órbitas de desencontros
numa rítmica que fugidia
um ballet sem par, sem melodia

Um comentário:

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Tuas 'coreografias de tropeços' são em tua poesia um balé de sonora sincronia.

Muito bela a linguagem do poema.