sábado

efêmero como o vento













 
"O monte Riboudet em Rouen na primavera", Claude Monet


na primavera sem
voos prossigo
como que adormecido
numa outra estação

sem a prerrogativa
de um abrigo à
dor em sustenido
que me é diapasão

sem asas em uníssono
sem naipes de movimento
sendo apenas palavra
efêmero como o vento

3 comentários:

Graça Pires disse...

Tudo é efémero...
Mas hoje dou-lhe um beijo de parabéns...

© Piedade Araújo Sol disse...

tu do é efémero mas as palavras ficam ...

beijo

:)

Elizabeth F. de Oliveira disse...

Um vento de primavera esse, ainda que efêmero, tem a volúpia de deixar marcas indeléveis de lirismo ecoando nos quatro cantos da alma.