
"Cisnes refletindo elefantes", Salvador Dali
não trompete a mim
definir se você Salvador
daqui ou de acolá
ante a surrealeza dessa verve
poesia de estalactites que
respinga alumbramentos
e ressoa tríades dignos
da Guimarães prosa
Isabelas sistinas, pedras
ruínas de verões andarilhos
serpentes, domos, pomos
naturezas tortas e assentes
lesmalucas ou mesmo
o dia que se ancora em
estrelas camulfladas
são a gênese dos sete dias
da sua criação
diria que seu céu abobadado
não é mais azul renitente
se assim belo e violáceo
daí resulta que mais e só
importam seus versos
sacrílegos sobre telas
ou as aves que dançam balelas
enquanto férteis os nimbos
se exaltam e se acumulam

1 comentários:
Oi D'Angelo,
Que surpresa receber essa referência, sinto-me realmente homenageado.
Mas me diz uma coisa: você consegue vislumbrar um mundo sem nada de surreal ? Eu não. Não mais. E nem gostaria de.
Muuuito bom o seu poema !!! Este e os outros.
Danke, Merci, Gracias, Thank you, Obrigado, Deus-lhe-pague.
Chico (Assis de Mello)
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