sábado

do que se perdera na estação anterior


Claude Monet

antes de a primavera
chegar ao seu destino
eu tateava setembro
porque me roubado
dos olhos o alento
o brilho constelado
e sem panegíricos ao sol
o azul já não me reinava
como antes absoluto

da minha lira esmaecida
indagava-me uma nota
sobre aquele coração que
decifrava os ventos:
onde eu o deixara ou
onde ele se perdeu
aquele moinho de sonhos
que outrora girava
dentro do peito meu

Um comentário:

Elizabeth F. de Oliveira disse...

'Moinho de sonhos', que linda imagem, meu caro!
Esse poema é maravilhoso.