domingo

eu, Cervantes e os moinhos de vento


"Dom Quixote", Álvaro Reja

resulta em nada atrelar
a chuva aos campos
se o sol em clave se
esgueira à Mantiqueira
incidentais à tarde sim
são as rebeladas asas
como o flautim que faz
estirar a serpente

assim o vento que
acomete moinhos
nada sabe, inocente
de vãs fantasias:
nenhum desdém a
quem canta este mote
se assim tão quixote
ninguém tanto
quanto eu

Um comentário:

Graça Pires disse...

Poema com moinhos de vento a dançarem na imaginação...
Um abraço d'Angelo.