quinta-feira

no jardim de Chronos


"Primavera em Giverny", Claude Monet

adeus agosto fronteiriço
diz a meus olhos já sem viço
o coração vazio de anelos
chegará a estação sobrevinda

a seu modo a primavera
registrará o tempo ainda
não a átimos de ponteiros
mas com primícias da florada

ampulheta de cores e não
um continuum de areia
pétalas que irão embora
como versos que a dor semeia
quando a vida não aflora

Um comentário:

Graça Pires disse...

"pétalas que irão embora
como versos que a dor semeia
quando a vida não aflora"
Poema triste. Como se estivesse para chegar alguma mágoa...
Um abraço.